Momento crítico: onde se dizem coisas muito lisonjeiras sobre os Soaked Lamb
Este disco tem cheiro a terra. Tem cheiro a terra americana. Estão a ver aqueles descampados, onde lá muito ao longe se vê uma igreja feita de madeira? Pois é este o retrato perfeito para ilustrar “Homemad Blues” .
Este som é feito de uma inspiração que parte do blues. Não nos entrega muitas vezes o blues no seu estado mais puro. Aqui e ali este blues é salpicado com jazz e umas pitadas de country. Afinal, estilos que se casam muito bem. Mas sim, importa frisar que na sua raiz este é mesmo um disco de blues. Blues lento e arrastado, muitas vezes trazendo dentro um lado mais sexy, muito por culpa de uma certa inspiração de cabaret, ou neste caso de saloon.
Mas como ia dizendo este blues tem algum jazz lá dentro. Tem sim senhor! E para comprovar bastará escutar “The Soaked Lamb” onde a voz de Afonso Cruz cruza os estilos de Tom Waits e Luis Armstrong , e onde um saxofone não engana o ouvinte.
Depois, como escrevi, há por aqui salpicos de country. Exemplos maiores são “Another Man Done Gone” e “Beer Song (For A Romantic Evening)”.
Mas o que nos fica deste primeiro registo dos Soaked Lamb é a sua grande paixão pela ancestral cultura americana.. E ficamos com a certeza de estarmos perante uma banda que tem já muito bem definido o seu caminho. Uma banda que vendeu a sua alma em troca da canção perfeita.
São 13 temas homogéneos que só fazem sentido todos juntos. Têm um fio condutor muito próprio. Por isso é que pode ser difícil digerir este prato logo à primeira. Mas não tenham pressas. Deixem a comida repousar. Aos poucos e poucos vão começando a sentir na língua um aroma extremamente delicioso .Sim, porque afinal este é um disco recheado de pequenas maravilhas.
Umas das maiores surpresas fecha o disco. Uma canção de trabalho, onde só a voz gospel de Maria Lima brilha e se mostra grande.
E é isto amigos, que faz deste um grupo que merece descobrir. Que faz deste um disco que merece ser escutado.
Agora no ar o cheiro a terra. A terra americana. A igreja de madeira está mesmo aqui ao lado. Entremos e rezemos em silêncio, ou quem sabe entoemos um gospel a plenos pulmões.
Nuno Ávila
(Blog Santos da Casa)
+
Este som é feito de uma inspiração que parte do blues. Não nos entrega muitas vezes o blues no seu estado mais puro. Aqui e ali este blues é salpicado com jazz e umas pitadas de country. Afinal, estilos que se casam muito bem. Mas sim, importa frisar que na sua raiz este é mesmo um disco de blues. Blues lento e arrastado, muitas vezes trazendo dentro um lado mais sexy, muito por culpa de uma certa inspiração de cabaret, ou neste caso de saloon.
Mas como ia dizendo este blues tem algum jazz lá dentro. Tem sim senhor! E para comprovar bastará escutar “The Soaked Lamb” onde a voz de Afonso Cruz cruza os estilos de Tom Waits e Luis Armstrong , e onde um saxofone não engana o ouvinte.
Depois, como escrevi, há por aqui salpicos de country. Exemplos maiores são “Another Man Done Gone” e “Beer Song (For A Romantic Evening)”.
Mas o que nos fica deste primeiro registo dos Soaked Lamb é a sua grande paixão pela ancestral cultura americana.. E ficamos com a certeza de estarmos perante uma banda que tem já muito bem definido o seu caminho. Uma banda que vendeu a sua alma em troca da canção perfeita.
São 13 temas homogéneos que só fazem sentido todos juntos. Têm um fio condutor muito próprio. Por isso é que pode ser difícil digerir este prato logo à primeira. Mas não tenham pressas. Deixem a comida repousar. Aos poucos e poucos vão começando a sentir na língua um aroma extremamente delicioso .Sim, porque afinal este é um disco recheado de pequenas maravilhas.
Umas das maiores surpresas fecha o disco. Uma canção de trabalho, onde só a voz gospel de Maria Lima brilha e se mostra grande.
E é isto amigos, que faz deste um grupo que merece descobrir. Que faz deste um disco que merece ser escutado.
Agora no ar o cheiro a terra. A terra americana. A igreja de madeira está mesmo aqui ao lado. Entremos e rezemos em silêncio, ou quem sabe entoemos um gospel a plenos pulmões.
Nuno Ávila
(Blog Santos da Casa)
Mudança de Contrabaixista

Mudança de Contrabaixista:
Sai - Luís Alvoeiro
Entra - Gito
Lembram-se do Gito e do seu Porche?
Está de volta da Alemanha e acaba de integrar a formação dos Soaked Lamb substituindo o Luís que está a dedicado intensamente à cozinha nos próximos meses. No futuro veremos se volta à banda. Bem vindo Gito.
Fnac 25 Junho 2007
Não percam HOJE, segunda dia 25 de Junho às 21h30 na Fnac do Cascais Shopping. Desta vez já com o CD à venda!
+
Dois dedos de conversa

Uma das mais notáveis coincidências da anatomia humana é o facto da maior parte das pessoas ter dez dedos nas mãos. É uma soma que me surpreende sempre que penso em Hound Dog Taylor. Ele tinha uma dúzia, como as caixas dos ovos, de dedos nas mãos. Nem mais nem menos: doze. Diz-se que tentou, a certa altura da vida, cortar o excedente, mas todos sabemos que, especialmente para quem faz dieta ou é ministro das Finanças, é muito difícil cortar o excedente.
Na verdade Hound Dog é um anti-Django. Django Reinhardt tinha oito dedos úteis (ainda assim mais do que os dias duma semana, sejam úteis ou não). E com tão poucos dedos, tornou-se muito mais conhecido e afamado do que o Taylor cheio de dedos. Facto a que são alheios a biologia, a anatomia e outros misticismos. Diz quem sabe apreciar música, que Django era um primor enquanto Hound Dog Taylor não primava pela técnica. Até pode ser, mas soava bem. Foi ele mesmo que o disse: "When I die, they’ll say, ‘He couldn’t play shit, but he sure made it sound good!’"
Grande Gito!

Gito. O homem que me introduziu ao contrabaixo e com quem fui para o Hot Clube de Portugal aprender a dar uns toques na coisa. Aqui estamos nós no dia de formatura à frente do seu carro.
Fica aqui a homenagem, grande Gito.
Concerto no Chiado
The Soaked Lamb agradecem ao Gonçalo as fotos que testemunham o concerto do Chiado. Aqui ficam algumas das preferidas.


+


O que o público acha II
Que The Soaked Lamb vão voltar a tocar na FNAC Chiado no próximo sábado às 18:00h.
+
A música liberta (Musik Macht Frei)

Orfeu, que tocava muito bem, era capaz de, com a sua lira (que por acaso era de Apolo), libertar um morto (Eurídice) das garras de Hades. E Cristo quando disse “Lázaro, vem cá para fora”, muito provavelmente disse-o a cantar. Toda a gente sabe que a voz de Cristo era divina. Herdou-a do Pai. E uma voz divina funciona até com o mais duro de ouvido.
Mais recentemente, houve um caso concreto em que o poder da música destruiu grilhetas e manifestou o seu poder sobre as pedras e os tijolos: Leadbelly. Este bluesman foi preso algumas vezes. E uma dessas vezes foi libertado graças à música. As paredes de pedra e as grades de ferro, nada podem contra os blues. O sr. Leadbelly cantou e tocou um daqueles cheios de alma, com oito ou doze compassos (tanto faz), pedindo perdão ao governador Neff que, cheio de Dó, o libertou. Ou, pelo menos, assim reza a lenda.
Subscrever:
Mensagens (Atom)













